Assassin’s Creed – Crítica

Sob a promessa de ser o primeiro bom filme a adaptado de um game de sucesso, “Assassin’s Creed” é produzido e estrelado pelo versátil Michael Fassbender (visto recentemente em “A Luz Entre Oceanos”), o que, definitivamente, traz mais credibilidade e aumenta a expectativa para a produção. Um trailer incrível mostrando cenas de ação impecáveis, uma estética que muito lembra a amada franquia de jogos, um elenco estelar; o que poderia dar errado? Aparentemente, bastante coisa.

O diretor Justin Kurzel se alia novamente às estrelas Michael Fassbender e Marion Cotillard, após a bem recebida adaptação de Macbeth – lançada em 2015 –, mas aqui, o trio se arrisca no campo da ficção-científica com toques medievais e não obtém o sucesso de outrora.
Assassin’s Creed” acompanha um prisioneiro condenado à cadeira elétrica, Callum Lynch (Fassbender, que visivelmente acredita no projeto), que é pego por uma misteriosa empresa, a Abstergo, que pretende usá-lo numa espécie de máquina do tempo, que o fará reviver as experiências de seus antepassados numa época de conflito entre assassinos e templários. Tudo em prol de conhecer o poder de um artefato que esconde segredos sobre a criação da humanidade, a Maçã do Éden.

Não que tramas mirabolantes não funcionem no cinema – inclusive, filmes incríveis vão muito além do mirabolante –, mas a abordagem de histórias que buscam situar o espectador num universo completamente novo deve começar com um simples primeiro passo: Se permitir tempo para se explicar.
O longa é apressado e aposta nas sequências de ação – belíssimas, por sinal – para prender a atenção do espectador, pausando para diálogos sobre a violência humana e a importância do livre-arbítrio sem profundidade alguma que parecem procurar a simpatia dos mais críticos. A premiada Marion Cotillard entrega uma atuação robótica, o lendário Jeremy Irons faz um vilão sem carisma algum e o elenco de apoio apenas está lá, sem peso algum na trama.

Para não dizer que não falei das flores, a direção de fotografia acertou ao alternar entre o dourado e o azul-marinho nas cenas do passado e do presente, pontuando de forma precisa a ambientação no tempo em que a estória se passa, assim como as coreografias nas cenas de combate corpo-a-corpo, que de tão realistas e rápidas, vendem o longa como um bom filme de ação.
Não conseguindo fugir da “maldição” dos filmes baseados em games, “Assassin’s Creed” só poderá recorrer ao seu material de divulgação para conseguir um bom resultado nas bilheterias e tentar emplacar uma franquia. Uma pena.

Revisão
Assassin's Creed - Crítica
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